segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Dia de campo reúne agricultores e agricultoras da comunidade Baixão Grande, localizada em Várzea Nova/BA

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI

Robson Aglayton e Farnésio Bráz com o agricultor Adão Santos

Em Baixão Grande, comunidade rural situada no município de Várzea Nova/BA, o agricultor Adão Santos, com a colaboração da família, desenvolve cultivos agroecológicos, principalmente, para o consumo de produtos saudáveis nas refeições. No quintal, ele fez questão de mostrar a diversidade de plantios, como as hortaliças, que é molhada geralmente ao final do dia, por meio de um sistema de irrigação. Das fruteiras, chamou a atenção a mangueira carregada de frutas grandes e de cor rosa-escuro, que o agricultor tirou de alguns dos galhos para oferecer aos amigos/as e visitantes que chegaram para participar de uma atividade de “Dia de Campo”, realizada na última sexta-feira (18), que faz parte das ações do Projeto Assistência Técnica e Extensão Rural, executado pela COFASPI.
Já o milho, é utilizado, por exemplo, nos bolos, feitos pela esposa, conhecida como Zefinha, ela também é quem preside a Associação Comercial dos Produtores Rurais do povoado de Baixão, onde antes, em uma roda de conversas, agricultores e agricultoras dialogaram sobre temas como agroecologia - em seus relatos destacaram que ainda há pouca valorização, por muitos consumidores, dos alimentos cultivados sem venenos e isto pode ser um dos fatores que prejudicam a saúde da população.
Construção do canteiro
Foi depois da conversa e de ouvir orientações do animador de campo Saullo Lima, que o grupo retornou com integrantes da COFASPI para o local onde mora a família de Adão e Zefinha para iniciar a prática de construção de um canteiro econômico, que contribui para reduzir o gasto de água na produção de hortaliças, técnica que Adão não conhecia, também explicou que outra novidade que aprendeu com o Projeto ATER foi a cobertura do solo com folhas ou galhos secos para diminuir a incidência da luz solar.

Canteiro econômico – Para fazer a construção, foi feita a escavação do solo e cobertura com uma lona. Em seguida, foi colocado, um cano com perfurações para a saída de água próximo à raiz das plantas que serão cultivadas no canteiro. “Com essa técnica, molhando uma vez durante o dia já é o bastante porque ele tem a lona e a água não infiltra, então você molha de baixo pra cima (...), e as hortaliças se mantêm sempre úmidas”, explicou o animador de campo Saullo Lima.  

Agricultores e Agricultoras de comunidade em Jacobina/BA participaram de conversa sobre políticas públicas e programas sociais

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI



Na associação de pequenos agricultores e agricultoras de Saracura, comunidade de Jacobina/BA onde moram algumas das famílias que recebem assistência da COFASPI por meio do Projeto ATER, foi realizada uma reunião, organizada pela cooperativa, para conversar sobre políticas públicas e programas sociais para a agricultura familiar e convivência com o Semiárido. A atividade também teve o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o Garantia Safra, com a colaboração de integrantes da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) que participaram da reunião.
“Fica bem mais fácil (...) porque eles sabem como funciona e podem passar para os produtores”, explicou o presidente da associação, João Oliveira. Durante a reunião, moradores e moradoras de Saracura que participaram da conversa fizeram questionamentos sobre as possibilidades de emissão da DAP para pessoas que têm comodatos, trabalhadores que possuem carteira assinada, dentre outras perguntas. Também foram feitos esclarecimentos sobre os pré-requisitos para ter acesso ao programa Garantia Safra.

ATER – Em Saracura, comunidade de Jacobina/BA onde a assistência tem a colaboração do animador de campo Valtemir Sobral, 13 famílias são atendidas. O Projeto ATER é executado pela COFASPI, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia, e também contempla os municípios de Capim Grosso, Várzea Nova, Mirangaba, Caém, Serrolândia, Ourolândia e Miguel Calmon, na Bahia.
A equipe do Projeto formada por animadores/as de campo, coordenadores, auxiliares administrativos/as e estagiários/as contribuem na assistência de, ao todo, 960 famílias. Os beneficiários e as beneficiárias participam de atividades como reuniões, intercâmbios e dia de campo, além de receber visitas dos animadores da COFASPI, nas propriedades rurais, com a finalidade de aprimorar a organização produtiva e acesso a políticas públicas.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Reunião sobre políticas públicas será realizada na comunidade de Saracura, em Jacobina/BA

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI


Na próxima quinta-feira (17), a Cooperativa de Trabalho de Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) realizará uma reunião sobre políticas públicas para o fortalecimento da agroecologia e produção familiar. O encontro será às 15h na Associação de Pequenos Agricultores e Agricultoras da comunidade de Saracura, localizada no município de Jacobina/BA. O público-alvo são os beneficiários do Projeto Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), executado pela COFASPI.
A reunião terá também a participação de representantes da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater). Um dos objetivos é contribuir para que os agricultores e as agricultoras esclareçam informações sobre a atualização da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), instrumento de identificação necessário para acessar o Programa de Aquisição de Alimentos, Programa Nacional de Alimentação Escolar, além de outras políticas públicas.
Outra finalidade é atender demandas dos produtores rurais que desejam conhecer linhas de microcrédito rural do Banco do Nordeste operacionalizadas em parceria com o Instituto Nordeste Cidadania e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para fornecer essas informações, o encontro terá participação de funcionários da instituição bancária.

ATER – Em Saracura, comunidade de Jacobina/BA onde a assistência tem a colaboração do animador de campo Valtemir Sobral, 13 famílias são atendidas. O Projeto ATER é executado pela COFASPI, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia, e também contempla os municípios de Capim Grosso, Várzea Nova, Mirangaba, Caém, Serrolândia, Ourolândia e Miguel Calmon, na Bahia.
A equipe do Projeto formada por animadores/as de campo, coordenadores, auxiliares administrativos/as e estagiários/as contribuem na assistência de, ao todo, 960 famílias. Os beneficiários e as beneficiárias participam de atividades como reuniões, intercâmbios e dia de campo, além de receber visitas dos animadores da COFASPI, nas propriedades rurais, com a finalidade de aprimorar a organização produtiva e acesso a políticas públicas. “A metodologia utilizada é de construir o conhecimento com o agricultor. (...) O técnico vai conversar com a família para juntos construírem a melhor forma de contribuir”, explicou um dos coordenadores do Projeto ATER, João Nunes.

Reunião avaliou estratégias para combater incêndio em serras na região de Jacobina/BA


Texto: Luna Layse Almeida - Ascom/COFASPI

Durante reunião, iniciada na manhã da última segunda-feira (14), no Centro Cultural de Jacobina/BA, representantes da sociedade civil, de instituições públicas, corporações, movimentos sociais, prefeituras municipais, associações e empresas dialogaram sobre estratégias para combater o incêndio em serras na região de Jacobina/BA, localizada no norte da Chapada Diamantina. A reunião também teve a participação do Secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eugênio Spengler.
Uma das propostas foi criar uma comissão de crise para planejar, por exemplo, como conter as chamas, definir como será a alimentação de grupos que colaboram nas ações, organizar a articulação de equipes formadas pelos brigadistas, voluntários e corpo de bombeiros. Também foi disponibilizado um helicóptero para contribuir no trabalho.
Após a reunião, os membros da comissão de crise - formada por representantes da defensoria pública, polícia militar, prefeituras municipais, corpo de bombeiros, sociedade civil, órgãos de meio ambiente, instituições de ensino e outras entidades - agendaram um encontro no Ginásio de Esportes, em Jacobina/BA, que iniciou por volta das 14h de segunda-feira (14).
O intuito foi de avaliar as demandas, verificar a quantidade de materiais e pessoal disponibilizados por entidades e instituições, além de identificar os equipamentos ou recursos que faltam para os grupos. Foi ainda definido que os interessados em contribuir com doações, poderão fazer entregas no Ginásio de Esportes do município ou na Universidade do Estado da Bahia, Campus Jacobina/BA.

Um dos colaboradores no combate ao incêndio é Uesclei Santos
Jacobina/BA e região - Segundo relatos, o incêndio em Jacobina/BA e Miguel Calmon/BA começou a cerca de sete dias. “Todas as temporadas de fogo a gente está refém dessa situação, que geralmente acontece induzida por motivos absurdos (...), então precisamos de um trabalho efetivo na conscientização para que isso não venha a acontecer”, enfatizou um dos colaboradores no combate ao incêndio Uesclei Santos.
Os indícios, segundo o secretário da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), Richard Silva, são de que o incêndio possa ter começado na região da serra da canavieira. “Eu me sentia impotente diante de tanta destruição e de tanta coisa bela que a gente está perdendo”, completou.

Ação Civil Pública – Uma decisão judicial determinou que a União e o Estado da Bahia devem adotar medidas urgentes como disponibilizar veículos, kits de combate a incêndios, apoio aéreo e homens para trabalhar como brigadista no território da Chapada Diamantina. 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Evento em Serrolândia/BA promoveu diálogos sobre agropecuária no Semiárido


Texto: Luna Layse Almeida - Ascom/COFASPI

Na manhã desta quinta-feira (10), representantes da Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) participaram do 1º Encontro de Produtores Rurais de Serrolândia/BA. Uma das finalidades do evento foi fomentar discussões sobre questões relacionadas à agropecuária no Semiárido. Estiveram também no encontro - realizado no município pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente - agricultores/as que desenvolvem a produção familiar, representantes do poder público, de associações, movimentos sociais, dentre outros/as.
Durante a programação do turno matutino, o evento contou com diálogos e exposições sobre temáticas como a convivência com o Semiárido, acesso à água nas comunidades rurais da cidade, desenvolvimento sustentável, direitos sociais na agricultura familiar e preservação ambiental. “A gente é lavrador (...) e vendo eventos como esse, a gente aprende mais, aprende mesmo”, enfatizou o agricultor Carlos Oliveira, 60 anos, que é beneficiário do Projeto Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), executado pela COFASPI em Serrolândia/BA e outros municípios baianos.
Integrante da cooperativa, entidade parceira do Encontro, a animadora de campo Tainan Fernandes, contribuiu na organização do evento. Outros representantes da COFASPI participaram das explanações sobre o trabalho desenvolvido por meio de projetos que visam promover melhorias na qualidade de vida dos agricultores e agricultoras, além de assuntos voltados para a Convivência com fenômenos climáticos da região Semiárida.
O agrônomo João Nunes afirmou que é fundamental o apoio de parceiros
Nesse sentido, o agrônomo da COFASPI João Nunes destacou como fundamental o apoio dos parceiros que colaboram para as ações de assistência às famílias do Projeto ATER, do qual é um dos coordenadores. Outras discussões versaram assuntos diversificados. Dentre eles, informações sobre o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Jacuípe; o Adapta Sertão - coalizão de organizações que atuam no Semiárido Brasileiro e o Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável Bacia do Jacuípe.

O diretor Farnésio Bráz destacou avanços sociais no Semiárido
Clima – No 1º Encontro de Produtores Rurais de Serrolândia/BA, diretor financeiro da COFASPI, Farnésio Braz, ressaltou que o fenômeno da seca é regular no território Semiárido e por isso é necessário aprender a conviver. “A seca é uma questão histórica no Semiárido (...) e já conseguimos avançar com as tecnologias de convivência como as cisternas e os barreiros que garantem água e qualidade de vida para os agricultores e agricultoras”, explicou.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Ato realizado na última terça-feira (17) reivindicou ações de Convivência com o Semiárido

Texto: Luna Layse Almeida - Ascom/COFASPI

Equipe da COFASPI com agricultores e agricultoras que recebem assistência técnica da cooperativa
Na última terça-feira (17), moradores/as de comunidades rurais em municípios da Bahia onde a COFASPI desenvolve projetos de assistência à agricultura familiar sustentável, a exemplo de Jacobina, Caém, Caldeirão Grande, Pindobaçu e Saúde, com a equipe da cooperativa, participaram do ato “Semiárido Vivo: Nenhum direito a menos”. Em que milhares de pessoas estiveram reunidas com o intuito de defender e ampliar políticas públicas ou programas de Convivência com o Semiárido e defender a revitalização do Rio São Francisco.
O ato iniciou com a concentração na praça localizada na Av. Guararapes do Centro de Petrolina/PE, onde participantes dos Estados Norte e Nordeste levantaram bandeiras com frases, por exemplo, contra a redução de corte dos recursos de programas como o Bolsa Família e o Programa Aquisição de Alimentos (PAA), em defesa de políticas para a Agricultura Familiar e da proteção do Rio São Francisco, dentre outras. Durante a concentração, representantes de organizações ainda discursaram sobre questões como a necessidade de garantir os avanços das políticas públicas para a  população do campo.
Em caminhada, agricultores, agricultoras, indígenas, quilombolas, representantes de organizações e militantes de movimentos sociais seguiram pela ponte Presidente Dutra, que liga Pernambuco à cidade de Juazeiro/BA e se reuniram na orla nova do município. Onde foram realizadas apresentações culturais, mística e discursos. “Nós somos pessoas protagonistas da mudança no Semiárido(...). Queremos os nossos direitos sendo respeitados”, declarou o coordenador na Bahia da Articulação no Semiárido, Naidison Baptista.

Semiárido Vivo - O ato foi realizado pela Articulação no Semiárido Brasileiro, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Pequenos Agricultores, Movimento de Atingidos por Barragens, Levante Popular da Juventude e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Contou ainda com a participação da Marcha Mundial de Mulheres e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar. Será entregue um documento com as reivindicações à presidenta Dilma Rousseff em audiência na Casa Civil.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Semiárido Vivo, nenhum direito a menos!

Juazeiro (BA) sediará ato público na manhã desta terça-feira (17) em defesa da continuidade de ações de Convivência com o Semiárido. Ato reunirá cerca de 15 mil agricultores e agricultoras de toda a região.

Texto: Ascom Semiárido Vivo



Nesta terça-feira (17), agricultores e agricultoras familiares de todo o Semiárido se reunirão na Orla de Juazeiro (BA), a partir das 10h, no ato público “Semiárido Vivo: Nenhum direito a menos”, em defesa da continuidade e ampliação das ações de convivência com o Semiárido e pela urgência na revitalização do Rio São Francisco.  O ato pretende reunir cerca de 15 mil pessoas vindas de todos os estados do Semiárido e é uma realização da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Levante Popular da Juventude e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Décadas atrás a situação da seca no Semiárido brasileiro e a falta de políticas públicas de convivência eram os motivos de mortes de milhões de pessoas por sede e fome.  No entanto, essa é hoje uma realidade distante. Com a contribuição de ações e programas sociais como o Água para Todos e o Bolsa Família, 40 milhões de pessoas saíram da miséria e da indigência e hoje a região é reconhecido por sua beleza, resiliência, alta capacidade de inovação e produção de conhecimento e alimentos.
O ato reivindica a necessidade de recursos para a continuidade dessas políticas importantes para a convivência com a região semiárida, que estão ameaçadas por conta da crise econômica e política. São ações descentralizadas como a implementação de cisternas de placas para captação de água da chuva para consumo humano e para produção de alimentos, Bolsa Família, acesso a créditos, Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Seguro Safra e o Bolsa Estiagem. 
“Nosso ato pelo Semiárido Vivo. Nenhum Direito a Menos representa nossa reivindicação, nossa luta e clamor por muito do que já feito e por muito do que ainda precisa ser feito. A favor da vida dos povos do Semiárido e contra a o recuo dos nossos direitos duramente conquistados. Por direitos e dignidade”, explica Valquiria Lima, coordenadora executiva da ASA. 
Atualmente, quase um milhão de famílias têm água de qualidade para beber ao lado de casa, através das cisternas de placas; cerca de 120 mil famílias podem produzir alimentos com água garantida através das diversas tecnologias sociais. Mas o número de tecnologias de captação de água de chuva ainda não é o suficiente para beneficiar todas as famílias que residem na região, sobretudo porque há cinco anos, a população enfrenta a maior seca dos últimos 50 anos. Atualmente, as metas para implementação dessas tecnologias são menores, se comparadas a alguns anos anteriores, e mesmo o contratado não consegue ser implementado, pois não há recursos nos Ministérios. O número de tecnologias de acesso à água construídas até agora é o menor dos últimos anos. 
A agricultora Juvani de Almeida destaca os benefícios e importância das tecnologias de captação e armazenamento de água. “Quando a gente não tinha a cisterna de placas a gente sofria bastante com lata d’água na cabeça. Aí essas cisternas chegaram, a gente tem uma água de qualidade e ninguém mais ouviu falar em cólera. O meu desejo é que continue vindo cisterna para quem não tem”, diz. 
O ato público também alerta para a urgência na revitalização do Rio São Francisco, importante para a população do Semiárido brasileiro. As chuvas cada vez mais escassas têm contribuído para que barragens e açudes que abasteciam milhares de pessoas entrassem em colapso, a exemplo da Barragem de Sobradinho, no Submédio São Francisco, que segundo dados da Agencia Nacional das de Águas (ANA) opera com apenas 2,66% de sua capacidade. O resultado das diversas ações humanas de degradação, que visam a lógica econômica em detrimento da preservação ambiental e da população ribeirinha dos rios brasileiros, atrelada ao assoreamento e ao uso irracional da água tem afetado diretamente o Rio São Francisco que abastece municípios do norte de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Documento – Durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada entre os dias 03 e 06 de novembro, foi lançado o documento “Semiárido Vivo, nenhum direito a menos” assinado por diversos movimentos e organizações. O documento também alerta para a necessidade da continuidade e ampliação de diversas ações e programas sociais foram afetados por conta da crise econômica e o ajuste fiscal. O PAA está enfrentando cortes de 65% do orçamento previsto para este ano. O Congresso Nacional sinaliza o corte de 10 bilhões de reais no Bolsa Família, o que significa um retrocesso na garantia da segurança alimentar e nutricional dos mais sofridos. O documento reivindica também o assentamento imediato de todas as famílias acampadas, bem como a suspensão imediata da PEC 215.A diminuição destas e outras ações de convivência com o Semiárido, associadas a outros fatores como a possibilidade de mais três anos de seca, pode indicar a volta de uma realidade de miséria e fome que, por muitos anos, perdurou no Semiárido. “A paralisação dessas ações compromete os direitos dos mais pobres, entre eles, o direito à segurança alimentar”, alerta o documento.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Encontro discute sobre a produção familiar agroecológica no Semiárido baiano

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI


A Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) realizará, com o apoio de organizações parceiras, o 5° Encontro Regional de Agricultores e Agricultoras Experimentadores/as, no município de Jacobina/BA, entre os dias 25 e 27 de novembro. O evento é aberto ao público.
Um dos objetivos é contribuir para o diálogo e a socialização de saberes sobre agroecologia e sustentabilidade no Semiárido entre agricultores/as familiares que comercializam alimentos saudáveis, isentos de produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente e à população. “Não são necessariamente iniciativas já consolidadas pela pesquisa, extensão ou instituições de ensino, mas principalmente as experiências que os próprios agricultores, que a gente acompanha, experimentam, desenvolvem e conseguem atender à demanda deles e da comunidade”, esclareceu o diretor presidente da COFASPI, Leonardo Lino.
A abertura está prevista para o dia 25 de novembro, às 14h, no Camp Club, em Jacobina/BA. Onde serão discutidos temas como políticas públicas para o Semiárido, segurança alimentar e comercialização de produtos agroecológicos com a colaboração do Secretário de Desenvolvimento Rural do Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues; do Coordenador Nacional da Articulação no Semiárido (ASA), Naidison Baptista; da presidenta da União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes), Iara Andrade, e de outros/as participantes.
O evento também terá exposição de produtos da agricultura familiar e atrações culturais, a partir das 19h30, na concha acústica de Jacobina/BA, com shows de Xangai no dia 25 de novembro, Maciel Melo e Maviael Melo no dia 26 de novembro, além de grupos locais como a Banda de Pífanos da comunidade Pau Ferro, em Jacobina/BA.
Durante a programação do 5° Encontro Regional de Agricultores e Agricultoras Experimentadores/as também serão realizados, no dia 26 de novembro, intercâmbios para conhecer a produção agroecológica de famílias que recebem assistência da COFASPI ou de organizações e entidades parceiras em municípios baianos, além de caminhada, às 19h, com saída da praça da igreja matriz, em Jacobina/BA.

COFASPI – A cooperativa é uma entidade social que atua em cidades da região Nordeste e busca conhecer a realidade de agricultores e agricultoras, envolvendo as três dimensões da sustentabilidade: ambiental, social e ecológica. Por meio da execução de projetos, a COFASPI também busca contribuir para o acesso a políticas públicas da agricultura familiar, colaborar na implementação de tecnologias sociais de armazenamento de água da chuva, bem como, em ações para fomentar a produção agroecológica e segurança alimentar com metodologias participativas que visam favorecer a escuta, o diálogo e a troca de aprendizados com os agricultores e agricultoras.


sábado, 7 de novembro de 2015

Semiárido Vivo, nenhum direito a menos!

Texto: Gleiceani Nogueira- ASACOM


No momento em que milhares de pessoas do Brasil e de outros países estão reunidas na capital federal discutindo a construção de políticas que garantam a Comida de Verdade no Campo e na Cidade, por ocasião da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, foi lançado o documento “Semiárido Vivo, nenhum direito a menos” assinado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) e Levante Popular da Juventude.
O documento tem como principal foco a continuidade e ampliação das políticas públicas sociais que, nos últimos 12 anos, têm garantindo uma transformação na vida de milhares de pessoas e que estão comprometidas atualmente por conta da crise econômica e política. Entre essas ações, destaca-se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que sofreu cortes de 65% do orçamento previsto para 2015 e o Programa Cisternas que também sofreu cortes severos este ano. Pra se ter uma ideia, o número de tecnologias de captação de água de chuva construídas até agora é o menor em 12 anos.
A diminuição destas e outras ações de convivência com o Semiárido, associadas a outros fatores como a possibilidade de mais três anos de seca, pode indicar a volta de uma realidade de miséria e fome que, por muitos anos, perdurou no Semiárido. “A paralisação dessas ações compromete os direitos dos mais pobres, entre eles, o direito à segurança alimentar”, alerta o documento.
De acordo com o coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e representante da ASA no Consea, Naidison Baptista, a expectativa é que o documento informe aos participantes a situação atual do Semiárido e que a Conferência possa contribuir na construção das políticas de convivência com a região. “A 5ª Conferência é um espaço de debate e construção de políticas e o processo de construção da política se faz na crítica e no elogio das iniciativas existentes”, afirma Naidison.
Como ação concreta, as organizações que assinam a carta defendem um conjunto de medidas distribuída em 4 linhas de ação tais como a intensificação das ações de cisternas de água para consumo humano e para produção, a revitalização do Rio São Francisco, o assentamento imediato de todas as famílias acampadas, a suspensão da PEC 215 - que transfere do Executivo para o Legislativo a definição da demarcação das terras indígenas- - a execução do Programa Camponês construído pela Via Campesina junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a execução do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO) e efetiva implementação do PLANAPO 2 e a implementação e dinamização dos quintais produtivos, conduzidos pelas mulheres, e na perspectiva da produção de alimentos saudáveis. 

Reunião avaliou ações do mês de outubro

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI

A equipe socializou experiências dos projetos

Também foi discutido sobre o evento realizado pela COFASPI
Na última sexta-feira (6), a equipe da COFASPI participou da reunião de monitoramento para socializar as ações realizadas no mês de outubro e também dificuldades identificadas durante atividades dos projetos que estão sendo executados pela cooperativa ou recebem apoio desta organização. Também foram discutidos temas como organização do 5° Encontro de Agricultores e Agricultoras Experimentadores/as, evento que será realizado pela COFASPI, em Jacobina/BA.
Outra novidade foi a apresentação do Projeto Apoio à Rede de Feiras Agroecológicas do Piemonte da Diamantina e dos animadores de campo - Florisvaldo Pereira, Joelton Belau e Antonio Rebouças - que foram selecionados para colaborar no trabalho em comunidades rurais, ações educativas, além da realização de cursos, por exemplo.

Parcerias - No monitoramento, um dos projetos descritos foi o de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), que desde o final de 2014 é executado pela Cooperativa de Prestação de Serviço e Desenvolvimento Rural com o apoio da COFASPI em municípios como Jacobina/BA e Miguel Calmon/BA. O PAIS possui um ciclo agroecológico que envolve a criação de aves, o cultivo orgânico de hortaliças e a comercialização dos produtos excedentes.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Grupo “Salvem o Rio de Cachoeira” realizou mobilização em Jacobina/BA

Moradores e moradoras de comunidades rurais do município de Jacobina/BA, se reuniram, no último domingo (01), com representantes de organizações como a Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI), a Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF) e a Rede de Feiras Agroecológicas Solidárias do Piemonte da Diamantina (REFAS), para fazer uma mobilização em defesa do rio Sapucaia no povoado de Cachoeira Grande, em Jacobina/BA. Eles integram o grupo “Salvem o Rio de Cachoeira”, que desenvolve ações em proteção dos recursos naturais.
Resíduos sólidos recolhidos das águas e margens do rio Sapucaia
Foram realizadas atividades como a coleta de resíduos sólidos nas margens e nas águas do rio, desde os balneários até a ponte, localizada próximo à Praça da Matriz. Usando luvas de proteção, cerca de trinta pessoas participaram da coleta do lixo, recolhendo materiais como garrafas de vidro, sacolas plásticas, pneus, metais e outros. Também foram identificados locais onde estão sendo despejados líquidos poluentes no rio, que é uma área de banho e lazer para crianças e adultos.
            Contaminação das águas por líquidos poluentes
Em seguida, os participantes da mobilização dialogaram sobre as medidas que serão tomadas para reduzir a contaminação das águas, do solo e as queimadas da vegetação nas margens do rio Sapucaia. Uma das estratégias será a elaboração de um relatório, descrevendo os impactos ambientais, que será entregue em instituições públicas. Também será criado um abaixo-assinado para que a população possa manifestar o apoio à defesa e proteção do rio. A proposta também é de que estes documentos sejam apresentados na reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru, a ser realizada no município de Saúde/BA, no dia 13 de novembro.

Formação - O grupo “Salvem o Rio de Cachoeira” foi constituído após o diálogo da equipe do Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural, executado pela COFASPI por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia, com moradores/as de Caboronga, Cachoeira Grande, Várzea do Mato e Queimada Velha, em Jacobina/BA.


sábado, 24 de outubro de 2015

Agricultores e agricultoras atendidos pela COFASPI participaram do Semiárido Show, em Petrolina/PE


Visita a áreas de demonstrações técnicas
Texto: Luna Layse Almeida - Ascom/COFASPI

Da janela de um dos veículos, olhares curiosos de quem observa a vegetação, os animais ou variação da disponibilidade de água comparando com os aspectos naturais das comunidades rurais onde moram. Em uma viagem, de aproximadamente 5h, agricultores e agricultoras de oito municípios baianos, saíram de localidades no Piemonte da Diamantina e Norte do Itapicuru para o município de Juazeiro/BA, na tarde da última terça-feira (20), acompanhados de integrantes da Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) para participarem de um intercâmbio do Projeto Mais Água II.
Ao longo do percurso, eram diversas as expectativas e após a chegada a Juazeiro/BA, o grupo ficou hospedado em um hotel. “O pessoal da cooperativa é muito atencioso, estavam sempre conferindo se estavam todos bem (...), tinham um cuidado especial”, explicou a agricultora Sandra Santos, 32 anos, sobre os animadores de campo, auxiliares administrativos, a coordenadora do Mais Água II, Nara Lígia Almeida, e diretores da COFASPI que colaboraram na realização das atividades. O dia seguinte, quarta-feira (21), foi de visitas técnicas a áreas de demonstrações de tecnologias e participação em seminários ou oficinas da maior feira da agricultura familiar do Nordeste, a Semiárido Show, realizado no município vizinho, Petrolina/PE.
Durante o evento, os sentimentos eram de admiração, curiosidade e desejo de levar para casa mais técnicas de produção agropecuária. Divididos em equipes acompanhadas por animadores de campo da COFASPI, os agricultores e agricultoras fizeram caminhadas por áreas da Semiárido Show, localizada na Embrapa Produtos e Mercado que tem cerca de 20 hectares, observando os plantios, as espécies de animais, estandes com informações sobre cultivares e rebanhos, por exemplo. Apesar do calor intenso, aproveitaram para compartilhar saberes e vivenciar novas experiências.
O agricultor Erisvaldo Pereira, 39 anos, que tem roça em Mirangaba/BA, adquiriu mudas de variedades diversas, uma delas ele ainda não conhecia e por isso teve dificuldade de se recordar do nome, é a popularmente conhecida como gliricídia, que pretende utilizar para produzir forragem para o gado. Também foi à oficina sobre o feijão-caupi, realizada no turno vespertino, que foi ministrada pelo agrônomo Adão Cabral.  “Na nossa região o tipo mais cultivado é o feijão de corda, que produz com menos chuva do que o de arranca, então é uma lavoura que a gente tem muito e queria aprender a combater as pragas como o pulgão”, ressaltou o agricultor que conheceu formas de controlar doenças na produção de feijão.
O agricultor Jorge Oliveira e o animador Claudinei Oliveira

Encontros – Agricultores de Capim Grosso/BA beneficiados pelo Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), também executado pela COFASPI, estiveram presentes no evento com o animador de campo Claudinei Oliveira. Por meio de uma parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cerca de 10 agricultores foram para Petrolina/PE participar do Semiárido Show e retornaram para a cidade ao final da tarde. Um deles é Jorge Oliveira, 53 anos, que pela primeira vez acompanhou a programação, ele pretende adotar técnicas que observou na visita para melhorar o armazenamento de água para a irrigação. Destacou ainda que a participação em eventos proporciona, além dos aprendizados, vínculos de amizade com diversas pessoas.

Intercâmbio Interestadual – Outra atividade prevista para a equipe do Projeto Mais Água II, que ficou hospedada em Juazeiro/BA, foi um passeio de barco no rio São Francisco. Momento de emoção para muitos agricultores e agricultoras, principalmente, para aqueles que ainda não conheciam o Velho Chico e puderam realizar um sonho. Outras pessoas, como a agricultora Sandra Santos, 32 anos, deixou de lado o medo de subir na embarcação, por ficar cercada pelo grande volume de águas, para contemplar a paisagem. “Foi maravilhoso”, enfatizou. Ao avaliar a viagem, a coordenadora do Projeto Mais Água II acredita que foi uma atividade inesquecível para todos que puderam fazer parte, principalmente, aos agricultores e agricultoras que motivam a realização do trabalho da cooperativa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

EDITAL PARA SELEÇÃO DE PESSOAL Nº 07/2015




EDITAL PARA SELEÇÃO DE PESSOAL Nº 07/2015
RESULTADO FINAL

COFASPI - COOPERATIVA DE TRABALHO E ASSISTÊNCIA À AGRICULTURA FAMILIAR SUSTENTÁVEL DO PIEMONTE

A Presidente da Comissão de Seleção de Pessoal da COFASPI – Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte, instituída pela Resolução 08/2014 de 16/07/2015 da presidência da Instituição, torna público o Resultado Final do Edital de Seleção de Pessoal nº 07/2015, com o objetivo de selecionar profissional para trabalhar como Animador/a de campo no PROJETO APOIO A REDE DE FEIRAS AGROECOLÓGICAS DO PIEMONTE DA DIAMANTINA, CONVÊNIO ENTRE A SETRE/COFASPI, ATRAVÉS DO EDITAL Nº 001/2013. conforme as tabelas a seguir:

CANDIDATO AO CARGO
RESULTADO
Antonio Uilian Rebouças Fiuza
SELECIONADO
Florisvaldo Pereira M. Júnior
SELECIONADO
Joelton Belau da Silva
SELECIONADO

Os candidatos acima relacionados, deverão se apresentar na próxima segunda-feira (26/10/2015) na sede da COFASPI (Loteamento Vila Mãe Xanda, Rua 02, nº 60, Jacobina II, Jacobina – Bahia, CEP: 44.700-00), em horário comercial (08h00 – 12h00 / 14h00 – 18h00), portando os seguintes documentos:

01 foto ¾;
RG (Cópia);
CPF (Cópia);
Título de eleitor (Cópia);
CNH - (Cópia);
Comprovante de residência (Cópia);
Certidão de Casamento (Cópia);
Cartão do P.I.S., ou Cartão Cidadão, ou Relatório da Caixa Econômica Federal, constando o número do P.I.S., caso não conste na carteira de trabalho;
Cartão com dados bancários do Banco do Brasil (Cópia).

Se houver filho (s) menor (s) de 14 anos, trazer os seguintes documentos:
Certidão de Nascimento (Cópia);
Carteira de Vacinação (Cópia);
Comprovante de frequência escolar, para maiores de sete anos (Cópia).

Qualquer informação ligar para:

(74) 3622 – 0017 - Fixo da COFASPI
(74) 8108 7399, 9147 7274 – Presidente da Comissão de Seleção.

Jacobina – Bahia, 21 de outubro de 2015.


Robson Aglayton Cabral Rodrigues
Presidente da Comissão de Seleção de Pessoal


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Equipe do Projeto Mais Água II promove intercâmbio interestadual

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI



Nesta quarta-feira (21), cerca de noventa agricultores e agricultoras beneficiados pelo Projeto Mais Água II, executado pela COFASPI em cidades do Piemonte da Diamantina, participam da maior feira da agricultura familiar do Nordeste, o Semiárido Show, realizado em Petrolina/PE, acompanhados da equipe do Projeto e de representantes da cooperativa.
O objetivo desse intercâmbio interestadual é socializar experiências sobre temas voltados para a construção de conhecimentos e práticas de Convivência com o Semiárido. A programação do evento, realizado pela Embrapa Semiárido e o IRPAA, inclui visitas a áreas de demonstrações de tecnologias, minicursos e seminários.

Atuação – O Projeto Mais Água II: Captação de Água de Chuva para Produção e Dessedentação no Semiárido Baiano tem parceria com o Governo do Estado da Bahia por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional/Secretaria de Desenvolvimento Rural e do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Executa ações como a implementação de tecnologias sociais a exemplo de cisternas calçadão e barreiros trincheira familiares nos municípios de Várzea Nova, Mirangaba, Caém, Saúde, Caldeirão Grande, Pindobaçu, Ponto Novo e Filadélfia, além de incentivar o desenvolvimento sustentável e a produção agroecológica.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Equipe do Projeto ATER conclui a primeira série de oficinas e atividades socioculturais

Texto: Luna Layse Almeida – Ascom/COFASPI

Os moradores e moradoras se reuniram na associação comunitária de Pau Ferro
Na tarde do último domingo (18), foram realizadas ações socioculturais, na associação comunitária de Pau Ferro, em Jacobina/BA, promovidas pela equipe do Projeto Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) com a colaboração de parceiros. A iniciativa tem o objetivo de atender demandas identificadas durante as reuniões com os moradores e as moradoras, que dialogam com animadores/as de campo, coordenadores, auxiliares administrativos, estagiários/as e outros integrantes do ATER.
As atividades foram realizadas pela equipe do Projeto
Oficinas de crochê, fotografias, apresentações musicais, além de brincadeiras e leituras infantis integraram a programação. As crianças que participaram receberam brinquedos e outros materiais. Também houve a apresentação de uma peça teatral sobre a conscientização dos perigos provocados pelo uso das drogas.
Sobre a iniciativa, a agricultora Júlia Silva, 70 anos, ressaltou que foram momentos divertidos e também contribuem, por exemplo, para as mulheres que desejam fazer cursos para aprender atividades diversificadas. A proposta da equipe do Projeto é dar continuidade às ações em comunidades rurais localizadas nos municípios contemplados pelo ATER. Uma das já programadas é o curso de confeitaria, em Capim Grosso/BA, previsto para o dia 27.


ATER – O projeto é executado pela COFASPI, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia nas cidades de Jacobina, Capim Grosso, Várzea Nova, Mirangaba, Caém, Serrolândia, Ourolândia e Miguel Calmon. Um dos objetivos é contribuir com a articulação de famílias que vivem em comunidades rurais e o acesso desses atores/atrizes sociais a políticas públicas ou programas governamentais.