segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Feira Agroecológica presente em cada município do Piemonte


Cada município do Território de Identidade Piemonte da Diamantina conta com uma Feira Agroecológica. Em espaços diferenciados, produtores e produtoras da agricultura familiar comercializam uma diversidade de alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos. “Ter acesso a uma alimentação saudável, de qualidade e em quantidade suficiente é um direito de todos e todas. Isso é segurança alimentar e nutricional. Já a soberania alimentar estar associada à autonomia dos povos de decidir o que comer e como produzir, respeitando seus hábitos alimentares”.


ENDEREÇO DE LOCALIZAÇÃO DAS FEIRAS AGROECOLÓGICAS SOLIDÁRIAS DO PIEMONTE  - REFAS

CAÉM ->PRAÇA NOVAES – AO LADO DO CRAS - SEXTA-FEIRA  MANHÃ
SAÚDE -> AVENIDA CORONEL JOAQUIM MALTA           SEXTA-FEIRA  MANHÃ
VÁRZEA NOVA -> PRAÇA DA FEIRA – SÁBADO  MANHÃ
MIRANGABA -> PRAÇA DA FEIRA - SEXTA-FEIRA  MANHÃ
OUROLÂNDIA -> PRAÇA OURO BRANCO – SÁBADO  MANHÃ
JACOBINA -> AO LADO DO MERCADO VELHO - QUARTA E SEXTA-FEIRA
EM CACHOEIRA GRANDE AOS DOMINGOS PELA  MAHNÃ
MIGUEL CALMON -> PRAÇA DA FEIRA – SÁBADO  MANHÃ
CAPIM GROSSO -> PRAÇA JOSÉ PADRE ALVES - SEXTA-FEIRA  MANHÃ
SERROLÂNDIA -> AV. MONOEL ROQUE RODRIGUES /MERCADÃO – SÁBADO  MANHÃ




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

COFASPI RECEBE AVALIAÇÃO POSITIVA DO CONTRATO DE ATER

A Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte – COFASPI, com sede em Jacobina/BA, entidade executora do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, destinado para Agricultura familiar, nos municípios do Território de Identidade Piemonte da Diamantina, com lote 6 e lote 18, fruto de um  contrato do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretária de Agricultura , Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura  - SEAGRI e Superintendência da Agricultura Familiar – SUAF, recebeu a avaliação do processo de desenvolvimento do contrato de ATER positiva, identificado como Nível A (Recomendação para prorrogação, sem restrições).

O projeto de ATER faz parte da linha de execução de projetos da COFASPI, que trabalha na perspectiva de atender as famílias do campo, com assistência técnica, intermediando que as políticas públicas cheguem de fato para suprir as necessidades das famílias do Semiárido, com soberania alimentar e nutricional, autonomia através da geração de renda, o que resulta na permanência da família, com qualidade de vida, no campo.

O diferencial desse projeto foi, de fato, a interlocução das ações estratégicas da COFASPI. Pensando no desenvolvimento local sustentável e na qualidade de vida das famílias de agricultores do Piemonte da Diamantina, a COFASPI usou como metodologia a integração entre as ações de ATER, Acesso à água para consumo e produção agroecológica e a comercialização justa e solidária. Dessa forma, foi possível perceber uma solidez nos trabalhos e fácil visualizar um melhor avanço nas estratégias de convivência com o semiárido.

Esses frutos já podem ser percebidos no aumento no número de grupos utilizando da estratégia das feiras agroecológicas, nos municípios que possuem ações de ATER, bem como na quantidade de famílias de agricultores, atendidos pela COFASPI, acessando Garantia Safra, PRONAF, PAA e PNAE.

As ações de ATER participativa são primordiais no processo de construção do conhecimento para o desenvolvimento sustentável das comunidades de agricultores familiares, em especial na COFASPI, é foco para os trabalhos com os grupos de agricultoras, agricultores, jovens e crianças no campo. Acreditamos que apenas dessa maneira poderemos efetivar e assegurar os direitos básicos no intuito de evidenciar os saberes, sabores, aromas e jeitos de um semiárido que clama apenas por mais reconhecimento.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

2ª OFICINA DE FORMALIZAÇÃO DA REFAS

A COFASPI realizou nos dias 04 e 05 de agosto, mais uma oficina de formalização da Rede de Feiras Agroecológicas Solidária do Piemonte da Diamantina – REFAS, por meio do projeto de Apoio a Prática Inovadora de Fortalecimento da Rede de Feiras Agroecológicas do Piemonte da Diamantina como estratégia de Convivência no Semiárido, fruto do Prêmio Mandacaru.

O objetivo desses momentos, além de refletir, discutir e trocar conhecimentos sobre as práticas dos grupos das Feiras Agroecológicas, segue em constituir juridicamente a Rede, e assim criar uma associação, fortalecendo e possibilitando o protagonismo e autonomia dos agricultores e agricultoras, como alternativa para permanecer no campo, levando ainda alimentação saudável para suas famílias e consumidores.

Esse encontro proporcionou grandes aprendizados sobre os processos de constituição de Rede, sobre orientação e acompanhamento de Advogado Dr. Hudson, do educador popular Professor Reis e Fabrício, com a participação de coordenadoras da REFAS e representantes de grupos das Feiras Agroecológicas dos municípios do Piemonte. Na ocasião foi construído ainda um planejamentos de visitas nas produções e Feiras que faz parte da REFAS e também em outras, visando a partilha de estratégia e práticas para aumentar, diversificar a produção de alimentos, além de outras ações de fortalecimento e expansão  da Rede.

Escavações e construções das tecnologias sociais do Projeto Mais Água continuam no Município Caldeirão Grande

O Projeto Mais Água – Captação de água de chuva para produção no Semiárido baiano, continua implementando suas tecnologias nos municípios contemplados. Em Caldeirão Grande, o processo de escavações e construções de barreiros familiares e cisternas enxurradas estão a todo vapor. Estas construções vão garantir o acesso e utilização sustentável da água de chuva para produção familiar de alimentos e promoção da segurança alimentar e nutricional de centenas de famílias do território do Piemonte Norte do Itapicuru, além de ajudar na criação de animais.

Em Caldeirão Grande, ao todo serão construídas 60 cisternas de produção e 50 barreiros de trincheiras familiares. Além das outras tecnologias, como barragem subterrânea, barreiro de trincheira comunitário, limpeza de aguadas, bomba d’água popular e quintal produtivo.

A família de dona Nedina, 60 anos, da comunidade de Baixas, foi uma das beneficiadas pelo projeto, ela fala da alegria de conseguir mais essa conquista. “Nóis já tinha ganhado uma cisterna de consumo da COFASPI e isso melhorou muito a vida da gente, porque nóis tinha que caminhar mais de uma légua pra pegar uma água barrenta pra beber. E agora com essa outra cisterna, vamo poder plantar nossa hortinha e nossas plantas e comer melhor”, comemora dona Nedina”. 

A coordenadora do Projeto Mais Água, Nara Lígia, fala sobre o andamento das implementações nos municípios. “Estamos felizes e realizados, pois o Projeto Mais Água caminha para sua finalização, estamos com 74% das implementações e atividades concluídas. Mas, nossa maior satisfação está em saber que a maioria das famílias atendidas pelo projeto já está produzindo para o consumo da família e a comercialização do excedente”, diz Nara Lígia.  

O Projeto é realizado pela Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI), em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). 


Fabiano Vidal
Comunicador Popular da COFASPI

terça-feira, 5 de agosto de 2014

COFASPI realiza intercâmbio interestadual entre agricultores/as em Sergipe


A COFASPI – Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte, em parceria com o MOC – Movimento de Organização Comunitária realizou, nos dias 28, 29 e 30 de julho, um intercambio interestadual com agricultores e agricultoras comtemplados pelo Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). A multiplicação de experiências e troca de saberes para Convivência com o Semiárido, aconteceram no município de Nossa Senhora da Glória (SE), na Comunidade Agostinho e no Assentamento Lagoa das Areias. O intercâmbio teve o apoio da SASAC – Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural, de Simão Dias (SE).

O primeiro lugar a ser visitado foi a propriedade do senhor José Nobre, de 69 anos, localizada na comunidade de Augustinho. Inicialmente houve um bate papo onde o agricultor experimentador falou da importância da agroecologia. Logo depois, o grupo foi conhecer suas experiências. Ele tem uma cisterna de produção do Programa P1+2. Ele mostrou como trata e conserva o solo de sua propriedade, onde se percebe uma camada orgânica através dos seus manejos. Também mostrou o manejo de água através de seu sistema de irrigação artesanal, que garante a produção de uma infinidade de alimentos, como alface, tomate, pimentão, abóbora, entre outros. Além de técnicas de plantio.

No assentamento Lagoa das Areias, os agricultores e agricultoras conheceram a propriedade do senhor Carlos Soares, de 60 anos. Senhor Carlinhos, como é conhecido, também falou da importância de uma produção agroecológica. Orgulhoso, ele mostra o seu barreiro familiar, que o mesmo chama de “barra de outro”. Através dele, senhor Carlinhos garante uma segurança alimentar para sua família, e dá exemplo de Convivência com o Semiárido.

Ambos os agricultores experimentadores, ensinaram receitas e modo de uso de produtos naturais que ajudam a vida na roça. Senhor José Nobre mostrou repelente e fertilizante naturais, que ajudam na manutenção e controle de pragas de toda produção. Já o senhor Carlos Soares, ensinou a fazer o sal vermífugo, que ajuda na prevenção e cura de doenças dos animais.

O agricultor Eliandro Souza Silva, 39 anos, do povoado de Mulungu de Várzea Nova, era um dos mais atentos, sempre com papel e caneta em mãos, ele anotava tudo que achava interessante. Eliandro falou da importância do intercâmbio. “Foi um aprendizado muito grande pra mim, principalmente na questão da saúde, porque a gente ver como é produzido e de onde sai o alimento. Eu tenho um filho e vou passar pra ele tudo que eu aprendi aqui, ainda mais sobre a questão de proteger o meio ambiente”, diz.


“Eu queria que a agroecologia fosse como a asa branca, voando sobre as terras do nosso sertão. Soltando a semente da salvação para as nossas gerações”.

José Nobre, agricultor experimentador


Fabiano Vidal
Comunicador Popular da COFASPI

quinta-feira, 31 de julho de 2014

INTERCÂMBIO: TROCANDO SABERES ENTRE AGRICULTORES/AS DE FEIRAS DA REFAS


O grupo da Feira Agroecológica de Capim Grosso/BA, que faz parte da Rede de Feiras Agroecológicas Solidárias do Piemonte da Diamantina- REFAS realizou no dia 18 de julho, intercâmbio em outras Feiras da REFAS, nos municípios de Caém e Saúde, além de propriedades das produtoras, a fim de ampliar conhecimentos e saberes na produção e comercialização dos produtos orgânicos, levando mais incentivos e reflexões no processo de aumentar e diversificar suas produções. Afirma a técnica em agropecuária que acompanhou esse encontro, Vanderléia Carneiro.  “O objetivos do intercâmbio foi conhecer a forma em que são desenvolvidas as feiras de outros locais para poder aproveitar das experiências, das práticas e incrementar na de Capim Grosso, o que há de bom, além de ser mais um incentivo”.

Essa atividade faz parte também do projeto Apoio a Prática Inovadora de fortalecimento da Rede de Feiras Agroecológicas do Piemonte da Diamantina como estratégia de convivência no Semiárido, vindo através do prêmio Mandacaru, executado pela Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar do Piemonte – COFASPI.




A COFASPI APOIA O PRONATEC CAMPO

Começou no dia 30 de julho, na sede da COFASPI (Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte), em Jacobina-BA, aula inaugural dos cursos PRONATEC campo. Além de iniciar também na comunidade do Junco e Cafelândia, ambas as comunidades da cidade de Jacobina. Com turmas de agricultura familiar, agricultura orgânica e horticultura. A realização desses cursos vem da parceria entre a COFASPI, IFBA, MDA, e CODEP.

O Coordenador do PRONATEC/IFBA, Marcio Vieira, fez a abertura do primeiro dia de encontro com as informações necessárias de como ocorrerá todo processo de especialização e infraestrutura do curso, saciando ainda as dúvidas dos alunos, além de abordar sobre a importância de ampliar a formação e o conhecimento dos mesmos.

Leonardo Lino (Diretor/Presidente da COFASPI) deu as boas vindas, apresentando a linha de trabalho e ações da Cooperativa e a importância dessa pareceria que possibilitou abrir os espaços da COFASPI também para educação contextualizada voltada para atividades e desenvolvimento no campo, que fortalece a agricultura familiar, e consequentemente garante melhores condições de vida e permanecia das famílias em suas terras.

Cada curso terá durabilidade de 3 a 4 meses, totalizando 200 horas no certificado ao final. Somando a uma carga de conhecimentos, que resultará em bons frutos futuramente para cada aluno/a.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Capacitação de Pedreiros realizada em Jacobina-BA

A COFASPI (Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte) realizou entre os dias 21 e 26 de julho, a capacitação de pedreiros na comunidade de Saracura, município de Jacobina-BA, por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). O encontro contou com a participação de pedreiros aprendiz e pedreiro instrutor para disseminação de conhecimento.

O objetivo da capacitação é passar saber e experiência de técnicas e habilidades de pedreiro no processo de construção de cisterna-enxurrada e cisterna-calçadão. Essas tecnologias sociais tem capacidade de captar e armazenar água da chuva em cisterna de 52 mil litros, que serve para a produção de alimentos e a criação de pequenos animais.

O trabalho de pedreiros “cisterneiros”, além de gerar renda extra para as famílias e comunidades, visa uma importância maior do que apenas construir a tecnologia,  o compromisso de contribuir na luta por um Semiárido mais justo e digno de se viver para as famílias que vivem no campo. 




terça-feira, 29 de julho de 2014

SISMA incentiva a produção de alimentos saudáveis para as famílias do Semiárido

As famílias de comunidades do município de Capim Grosso/BA estão conquistando o direito ao acesso á água para produção, através de tecnologias sociais, essas possibilitam guardar água da chuva para a produção de alimentos, mesmo em período de estiagem. Essa conquista chega por intermédio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), executado pela Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar do Piemonte (COFASPI).


A proposta do P1+2 vai além de implementação de tecnologias, pois desenvolve processo de formação e mobilização social do manejo sustentável da terra e das águas para Convivência no Semiárido. Dessa forma, a capacitação do Sistema Simplificado de Manejo para Água de Produção (SISMA), faz parte das ações desse processo, por meio de uma construção participativa, levando novos aprendizados para casa, incentivos da produção orgânica para o consumo saudável da família, e ainda geração de renda e autonomia do homem e mulher do campo com a comercialização do excedente de sua produção.

Laçando assim, um novo olhar sobre o Semiárido, o de conviver, criando alternativas para acreditar nas tamanhas possibilidades que sua terra, sua região possui, movimentando saberes e sabores entre agricultores e agricultora, fazendo uma comunicação de várias mãos para o povo camponês.

O SISMA aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de julho na comunidade de Vazia Suja, Capim Grosso/BA. E proporcionou discussões e reflexões sobre temáticas e estratégias que envolvem a Convivência no Semiárido, sendo possível aprender na prática mais algumas técnicas da produção orgânica livre de agrotóxicos, como canteiro econômico, defensivos naturais, adubos, cobertura morta, entre outras. A animação de dona Júlia era visível, como dos demais participantes, com os novos conhecimentos. “Agora já sei como fazer esse canteiro, quero fazer vários lá em casa”, expressa dona Júlia.




Robervânia Cunha, Comunicadora da COFASPI


quinta-feira, 24 de julho de 2014

PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E ALEGRIA RESULTA EM MOMENTOS RICOS DE INTERCÂMBIO


Agraciados com chuva e samba no pé, agricultores e agricultoras de comunidades do município de Mirangaba-Ba, participaram do intercâmbio intermunicipal com riqueza e grande alegria, realizado nos municípios de Caém e Jacobina, na Bahia, durante os dias 22 e 23 de julho de 2014. Trocando experiência e histórias vividas no sertão, que retratam a força e resistência do povo camponês, fazendo circular o conhecimento popular produzido em diversos lugares do Semiárido.

Ação importante como essa, faz parte do processo de formação e mobilização social para a Convivência no Semiárido, do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), em execução pela Cooperativa de Trabalho e Assistência e Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI). Que tem como objetivo incentivar, por meio da troca de vivências e aprendizados entre os próprios agricultores e agricultoras, que fortalecem o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.

A recepção calorosa de Janete, Marines e dona Isabel aquecia o frio do período chuvoso da comunidade de Inácio João – Caém. Abrindo as porteiras de suas experiências de produzir alimentos orgânicos, além de dividir as vivências de desafios e superação na sua região, interagindo bem com os/as visitantes, que logo passaram a questionar sobre os saberes para chegar a resultados exitosos, com diversidade de plantios, com base nos princípios agroecológico, que faz uso de práticas naturais para vingar frutos saudáveis, livre de agrotóxicos.

Enquanto, Marinez ensinava como fazer o biofertilizante, que serve como defensivo natural para pragas e ainda fortalece a terra para produção, que logo interessou ao seu José Carlos, “É bom demais aprender essas coisa, vou fazer assim que chegar em casa”, em outra parte da propriedade, dona Isabel contava sobre a receita da pimenta do reino com álcool e rúmen ( fezes frescas) de gado, do mel de fumo, do enxofre, que auxilia no afastamento dos pulgões das produções de hortaliças. Mais na frente já observavam a compostagem para adubação, além de perceber a prática do canteiro econômico espalhada naquelas experiências.

Janete lembrava ainda a importância de plantar erva-cidreira, capim santo, capim nagô, gergelim, pimenta, cravo de defunto, entre as hortas para que as pragas invés de irem para as verduras e hortaliças procurem por essas plantas, “tudo que cheira elas gostam”.

Para Janete, mudanças positivas ocorrerão na vida delas, a partir da conquista da cisterna-calçadão, quando resolveram encarar os desafios de produzir orgânico, e ainda resultou na organização da Feira Agroecológica de Caém. “As cisternas chegaram como incentivo para produzir alimentos saudáveis para nossa mesa. É difícil essa produção, mas a gente vê hoje que vale a pena. Conseguimos ainda realizar um sonho de organizar um espaço para comercializar e trazer uma renda para nossa família”.

No final das visitas, um pequeno instante para refletir e socializar as práticas vistas naquele dia, assim como as mudanças que os visitantes acreditam que precisam levar para sua região. Como diversidade na produção, “o nosso problema lá é investir só na banana, precisamos produzir outras coisas também”, frisa seu Orlando. Outro fato bem debatido foi a questão do adubo químico, o grande mal que esse causa para terra e para quem consome os produtos vindo desse solo. “Precisamos mudar essa realidade também. Pensando principalmente nas futuras gerações”, relata Farnésio Bráz (Comunicador da COFASPI).

O povo de Mirangaba levou muita coisa boa para casa, da comunidade de Inácio João, mas também deixou seus saberes, e em especial a alegria da cultura do samba, contagiando e esquentando o clima frio daquele dia de intercâmbio.

O segundo dia, também abençoado com chuva, contou com a visita na “feirinha” orgânica de Jacobina, sendo possível relembrar de uma expressão de Janete. “A satisfação maior é saber que o consumidor leva para casa um produto de qualidade do mesmo que colocamos na nossa mesa”.

Mais tarde na sede da COFASPI, o coordenador Gilvando Souza conduziu um momento maior de avaliação, além de contar sobre a Rede de Feiras Agroecológica nos município do Piemonte, incentivando o ingresso deles e delas futuramente nesses espaços de produção e comercialização de alimentos orgânicas, que vem gerando renda e autonomia para as famílias do campo.
Após discutir, avaliar e apresentar a bagagem que levavam para casa, extraído desses dois dias de encontro, reafirmando em sorrisos, olhares e expressões como, “Gostamos demais, tem que ter outros dias, o intercambio foi encerrado com muito samba no pé”. Porque Convivência no Semiárido vai além da luta pelo acesso à água e pela agricultura familiar, mas envolve a valorização das culturas populares, riquezas do sertão.








Robervânia Cunha, Comunicadora da COFASPI