segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ações de convivência com seca: uma realidade no Piemonte da Diamantina


Ações de convivência com a seca fazem parte do P1+2 que está sendo realizado no território Piemonte da Diamantina pela COFASPI/ASA em parceria com o MDS  

Por Karine Silva
Comunicação COFASPI



A longa estiagem no nordeste brasileiro é vista como causadora de grandes problemas para os moradores desta região. Mas esta realidade vem mudando ao longo dos anos após a realização de ações de instituições sociais não governamentais de mobilização social para a convivência com a seca. Entre elas, estão iniciativas realizadas pela Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA e apoiadas pelos Governos Federal e Estadual, como o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido, que tem como ações os Programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

O primeiro, P1MC, objetiva a construção de cisternas de placas para armazenar 16 mil litros de água potável e descentralizada destinada ao consumo humano e o segundo, P1+2, fomenta o desenvolvimento rural e a promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional do agricultor familiar por meio do manejo sustentável da terra e da água, com a construção de tecnologias sociais para armazenar água da chuva para a produção de alimentos. No território de Identidade Piemonte da Diamantina, na Bahia, a Cooperativa de Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) é uma das organizações que compõe a ASA e vem realizando este trabalho nos dez municípios do território.

No P1+2 as construções das cisternas são acompanhadas da realização de mobilização, de capacitações e de intercâmbios entre agricultores. Nestes encontros as famílias beneficiárias do projeto discutem sobre agroecologia, agricultura orgânica para fortalecer os sistemas de produção de alimentos e conhecem experiências de outros agricultores. Através das ações do projeto muitas famílias conseguem armazenar a água da chuva para a produção de alimentos para consumo próprio e o excedente para a comercialização, gerando renda para a maioria delas.




“É importante porque visa garantir ao agricultor a segurança da produção de alimentos neste período de estiagem, bem como, a sensibilização dos agricultores em adaptar-se à seca”, considera o coordenador do P1+2 pela COFASPI, João Nunes. Ele completa que é a partir destas ações que é possível dialogar com os agricultores e com a sociedade em geral as possibilidades e necessidades de adaptar-se as condições climáticas da região semiárida.

Desde que foi iniciado, em 2007, o P1+2 possibilitou a construção de quase 11 mil tecnologias socialmente aplicadas (cisterna calçadão, Barragem subterrânea, Tanque de pedra e Bomba D’água Popular), atendendo mais de 24 mil famílias de todo Semiárido Brasileiro. No ano passado, em Jacobina, Miguel Calmon e Caém foram realizados encontros, intercâmbios, capacitações e construídas 77 cisternas calçadão, uma barragem subterrânea e dois Tanques de Pedra.

Neste novo termo de parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome serão atendidas, no território Piemonte da Diamantina, às famílias dos municípios de Jacobina, Capim Grosso, Quixabeira e Ourolândia com 259 tecnologias sociais, como cisterna calçadão (113) e de enxurrada (58), Tanque de Pedra (06), Barragem Subterrânea (07), Barraginha (07), Barreiro Trincheira (60), Bomba D’água Popular (08). O projeto iniciou as suas atividades em meados de junho com a mobilização das Comissões municipais da Água para a seleção das comunidades a serem contempladas com as tecnologias sociais. Até o final do ano serão realizadas todas as atividades e as construções previstas no projeto.

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