Essa atividade faz parte também
do projeto Apoio a Prática Inovadora de fortalecimento da Rede de Feiras
Agroecológicas do Piemonte da Diamantina como estratégia de convivência no
Semiárido, vindo através do prêmio Mandacaru, executado pela Cooperativa de
Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar do Piemonte – COFASPI.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
INTERCÂMBIO: TROCANDO SABERES ENTRE AGRICULTORES/AS DE FEIRAS DA REFAS
A COFASPI APOIA O PRONATEC CAMPO
Começou no dia 30 de julho, na
sede da COFASPI (Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar
Sustentável do Piemonte), em Jacobina-BA, aula inaugural dos cursos PRONATEC
campo. Além de iniciar também na comunidade do Junco e Cafelândia, ambas as
comunidades da cidade de Jacobina. Com turmas de agricultura familiar,
agricultura orgânica e horticultura. A realização desses cursos vem da parceria
entre a COFASPI, IFBA, MDA, e CODEP.
O Coordenador do PRONATEC/IFBA,
Marcio Vieira, fez a abertura do primeiro dia de encontro com as informações
necessárias de como ocorrerá todo processo de especialização e infraestrutura
do curso, saciando ainda as dúvidas dos alunos, além de abordar sobre a
importância de ampliar a formação e o conhecimento dos mesmos.
Leonardo Lino (Diretor/Presidente da COFASPI) deu as boas vindas, apresentando a linha de
trabalho e ações da Cooperativa e a importância dessa pareceria que
possibilitou abrir os espaços da COFASPI também para educação contextualizada voltada
para atividades e desenvolvimento no campo, que fortalece a agricultura
familiar, e consequentemente garante melhores condições de vida e permanecia
das famílias em suas terras.
Cada curso terá durabilidade de
3 a 4
meses, totalizando 200 horas no certificado ao final. Somando a uma carga de
conhecimentos, que resultará em bons frutos futuramente para cada aluno/a.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Capacitação de Pedreiros realizada em Jacobina-BA
A COFASPI (Cooperativa de
Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte) realizou
entre os dias 21 e 26 de julho, a capacitação de pedreiros na comunidade de
Saracura, município de Jacobina-BA, por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas
(P1+2), da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). O encontro contou com a
participação de pedreiros aprendiz e pedreiro instrutor para disseminação de
conhecimento.
O objetivo da capacitação é passar
saber e experiência de técnicas e habilidades de pedreiro no processo de
construção de cisterna-enxurrada e cisterna-calçadão. Essas tecnologias sociais
tem capacidade de captar e armazenar água da chuva em cisterna de 52 mil
litros, que serve para a produção de alimentos e a criação de pequenos animais.
O trabalho de pedreiros “cisterneiros”, além de gerar renda extra
para as famílias e comunidades, visa uma importância maior do que apenas construir
a tecnologia, o compromisso de contribuir
na luta por um Semiárido mais justo e digno de se viver para as famílias que
vivem no campo.
terça-feira, 29 de julho de 2014
SISMA incentiva a produção de alimentos saudáveis para as famílias do Semiárido
As famílias de comunidades do
município de Capim Grosso/BA estão conquistando o direito ao acesso á á gua para
produção, através de tecnologias sociais, essas possibilitam guardar água da
chuva para a produção de alimentos, mesmo em período de estiagem. Essa
conquista chega por intermédio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da
Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), executado pela Cooperativa de Trabalho
e Assistência à Agricultura Familiar do Piemonte (COFASPI).
A proposta do P1+2 vai além de implementação de tecnologias, pois desenvolve processo de formação e mobilização social do manejo sustentável da terra e das águas para Convivência no Semiárido. Dessa forma, a capacitação do Sistema Simplificado de Manejo para Água de Produção (SISMA), faz parte das ações desse processo, por meio de uma construção participativa, levando novos aprendizados para casa, incentivos da produção orgânica para o consumo saudável da família, e ainda geração de renda e autonomia do homem e mulher do campo com a comercialização do excedente de sua produção.
Laçando assim, um novo olhar
sobre o Semiárido, o de conviver, criando alternativas para acreditar nas
tamanhas possibilidades que sua terra, sua região possui, movimentando saberes
e sabores entre agricultores e agricultora, fazendo uma comunicação de várias
mãos para o povo camponês.
O SISMA aconteceu nos dias 25,
26 e 27 de julho na comunidade de Vazia Suja, Capim Grosso/BA. E proporcionou discussões
e reflexões sobre temáticas e estratégias que envolvem a Convivência no
Semiárido, sendo possível aprender na prática mais algumas técnicas da produção
orgânica livre de agrotóxicos, como canteiro econômico, defensivos naturais, adubos,
cobertura morta, entre outras. A animação de dona Júlia era visível, como dos
demais participantes, com os novos conhecimentos. “Agora já sei como fazer esse
canteiro, quero fazer vários lá em casa”, expressa dona Júlia.
Robervânia Cunha, Comunicadora da COFASPI
quinta-feira, 24 de julho de 2014
PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E ALEGRIA RESULTA EM MOMENTOS RICOS DE INTERCÂMBIO
Ação importante como essa, faz
parte do processo de formação e mobilização social para a Convivência no
Semiárido, do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido
Brasileiro (ASA), em execução pela Cooperativa de Trabalho e Assistência e
Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI). Que tem como objetivo
incentivar, por meio da troca de vivências e aprendizados entre os próprios
agricultores e agricultoras, que fortalecem o desenvolvimento sustentável da
agricultura familiar.
Enquanto, Marinez ensinava como
fazer o biofertilizante, que serve como defensivo natural para pragas e ainda
fortalece a terra para produção, que logo interessou ao seu José Carlos, “É bom
demais aprender essas coisa, vou fazer assim que chegar em casa”, em outra
parte da propriedade, dona Isabel contava sobre a receita da pimenta do reino
com álcool e rúmen ( fezes
frescas) de gado, do mel de fumo, do enxofre, que auxilia no afastamento
dos pulgões das produções de hortaliças. Mais na frente já observavam a
compostagem para adubação, além de perceber a prática do canteiro econômico
espalhada naquelas experiências.
Janete lembrava ainda a
importância de plantar erva-cidreira, capim santo, capim nagô, gergelim,
pimenta, cravo de defunto, entre as hortas para que as pragas invés de irem para
as verduras e hortaliças procurem
por essas plantas, “tudo que cheira elas gostam”.
Para Janete, mudanças positivas
ocorrerão na vida delas, a partir da conquista da cisterna-calçadão, quando
resolveram encarar os desafios de produzir orgânico, e ainda resultou na
organização da Feira Agroecológica de Caém. “As cisternas chegaram como
incentivo para produzir alimentos saudáveis para nossa mesa. É difícil essa
produção, mas a gente vê hoje que vale a pena. Conseguimos ainda realizar um
sonho de organizar um espaço para comercializar e trazer uma renda para nossa
família”.
No final das visitas, um
pequeno instante para refletir e socializar as práticas vistas naquele dia,
assim como as mudanças que os visitantes acreditam que precisam levar para sua região. Como diversidade
na produção, “o nosso problema lá é investir só na banana, precisamos produzir
outras coisas também”, frisa seu Orlando. Outro fato bem debatido foi a questão
do adubo químico, o grande mal que esse causa para terra e para quem consome os
produtos vindo desse solo. “Precisamos mudar essa realidade também. Pensando
principalmente nas futuras gerações”, relata Farnésio Bráz (Comunicador da
COFASPI).
O povo de Mirangaba levou muita
coisa boa para casa, da comunidade de Inácio João, mas também deixou seus
saberes, e em especial a alegria da cultura do samba, contagiando e esquentando
o clima frio daquele dia de intercâmbio.
O segundo dia, também abençoado
com chuva, contou com a visita na “feirinha”
orgânica de Jacobina, sendo possível relembrar de uma expressão de Janete. “A
satisfação maior é saber que o consumidor leva para casa um produto de
qualidade do mesmo que colocamos na nossa mesa”.
Mais tarde na sede da COFASPI,
o coordenador Gilvando Souza conduziu um momento maior de avaliação, além de
contar sobre a Rede de Feiras Agroecológica nos município do Piemonte,
incentivando o ingresso deles e delas futuramente nesses espaços de produção e
comercialização de alimentos orgânicas, que vem gerando renda e autonomia para as
famílias do campo.

Robervânia Cunha,
Comunicadora da COFASPI
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Xª Feira Regional de Economia Solidária
Entre os dias 25 e 27 de julho, acontecerá na praça de eventos da cidade de Andorinha, a X Feira Regional de Economia Popular Solidária. O objetivo da feira é mostrar experiências e produtos dos grupos culturais da região de Senhor do Bonfim e Monte Santo.
A feira de EPS é um espaço de formação e trocas de experiências para nossos grupos produtivos solidários e agricultores (as) familiares, além de ser um importante veículo de divulgação e comercialização dos seus produtos agroecológicos, livres de transgênicos sem fomento as grandes empresas, promovendo a autonomia e a autogestão dos empreendimentos solidários. É uma forma de comércio que envolve a partilha, cooperação, preservação do meio ambiente, geração de renda e bem estar dos trabalhadores (as).
Em sua 10ª edição, a feira, que é promovida pelo Grupo Regional de Economia Popular Solidária (GREPS), quer disseminar entres os participantes, práticas de economia popular, cujos princípios são baseados no respeito e preservação ao meio ambiente, autogestão, valorização do trabalho humano, troca solidária de produtos e comércio com preço justo.
O evento inicia após a montagem das barracas e credenciamento. A abertura oficial da X Feira Regional acontecerá às 19h, com uma mística seguida por apresentações culturais.
No sábado (26), após o Café Solidário, os participantes participarão de oficinas formativas com os temas: Economia Solidária; Autogestão e Fundo Rotativo Solidário; Impactos da Mineração; Auto reconhecimento dos Fundos de Pastos e Educação no Campo. A tarde segue à exposição dos produtos seguindo de apresentações culturais e do cinema popular solidário.
O último dia da Feira, domingo (27), inicia com uma alvorada e depois continua a exposição dos produtos até às 15h.
O circuito destas feiras regionais iniciou em 2003 com exposição de produtos fabricados por grupos produtivos solidários da região de Senhor do Bonfim, como doces, geléias e artesanato em geral, para fortalecer a produção e gerar rendas para esses trabalhadores. Cerca de 150 grupos produtivos das regiões de Cansanção e Bonfim integram o GREPS.
As cidades de Cansanção, Senhor do Bonfim, Itiúba, Campo Formoso, Ponto Novo, Jaguarari e Monte Santo, já sediaram o evento. Entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Estadual de Assentados e Acampados (CETA), Coordenação Regional da Agricultura Familiar (CAF), Central das Associações de Fundo e Fecho de Pasto (CAFFP), Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda (ARESOL) Escola Famílias Agrícolas de Monte Santo e Itiúba (EFAS), Pastoral da Juventude Rural (PJR), (CACTUS), Associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Sociais e outros, que integram o GREPS, são os principais atores na realização das Feiras Regionais.
A feira de EPS é um espaço de formação e trocas de experiências para nossos grupos produtivos solidários e agricultores (as) familiares, além de ser um importante veículo de divulgação e comercialização dos seus produtos agroecológicos, livres de transgênicos sem fomento as grandes empresas, promovendo a autonomia e a autogestão dos empreendimentos solidários. É uma forma de comércio que envolve a partilha, cooperação, preservação do meio ambiente, geração de renda e bem estar dos trabalhadores (as).
Em sua 10ª edição, a feira, que é promovida pelo Grupo Regional de Economia Popular Solidária (GREPS), quer disseminar entres os participantes, práticas de economia popular, cujos princípios são baseados no respeito e preservação ao meio ambiente, autogestão, valorização do trabalho humano, troca solidária de produtos e comércio com preço justo.
O evento inicia após a montagem das barracas e credenciamento. A abertura oficial da X Feira Regional acontecerá às 19h, com uma mística seguida por apresentações culturais.
No sábado (26), após o Café Solidário, os participantes participarão de oficinas formativas com os temas: Economia Solidária; Autogestão e Fundo Rotativo Solidário; Impactos da Mineração; Auto reconhecimento dos Fundos de Pastos e Educação no Campo. A tarde segue à exposição dos produtos seguindo de apresentações culturais e do cinema popular solidário.
O último dia da Feira, domingo (27), inicia com uma alvorada e depois continua a exposição dos produtos até às 15h.
O circuito destas feiras regionais iniciou em 2003 com exposição de produtos fabricados por grupos produtivos solidários da região de Senhor do Bonfim, como doces, geléias e artesanato em geral, para fortalecer a produção e gerar rendas para esses trabalhadores. Cerca de 150 grupos produtivos das regiões de Cansanção e Bonfim integram o GREPS.
As cidades de Cansanção, Senhor do Bonfim, Itiúba, Campo Formoso, Ponto Novo, Jaguarari e Monte Santo, já sediaram o evento. Entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Estadual de Assentados e Acampados (CETA), Coordenação Regional da Agricultura Familiar (CAF), Central das Associações de Fundo e Fecho de Pasto (CAFFP), Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda (ARESOL) Escola Famílias Agrícolas de Monte Santo e Itiúba (EFAS), Pastoral da Juventude Rural (PJR), (CACTUS), Associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Sociais e outros, que integram o GREPS, são os principais atores na realização das Feiras Regionais.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Vamos intercambiar: trocar saberes para somar o conhecimento
Na oportunidade Geisa e Lindalva contaram um pouco da história
de organização da comunidade de Várzea Nova, além da importância de produzir
alimentos orgânicos, com base nos princípios agroecológico, e outras práticas
que fortalece a convivência no Semiárido. “A nossa intensão primeira em
produzir orgânico é nosso consumo. Depois vendemos o excedente, nos organizamos
em 8 famílias para abastecer uma barraca e comercializar. Então todo domingo
vendemos alimentos naturais no Junco de Jacobina”, relata Geisa.
Os participantes do encontro estavam deslumbrados com as
possibilidades de poder produzir uma diversidade de alimentos naturais em casa.
“Eu quero umas berinjelas dessas lá em casa”, disse dona Paula. “Estou sonhando
para terminar logo minha cisterna e Deus mandar suas graças para eu poder
produzir alimentos saudáveis com tanta riqueza como aqui”, expressa dona Júlia.
Alegria e satisfação de participarem pela primeira vez de um intercâmbio ressaltavam
nos olhares.
Nesse sentindo, a avalição do encontro foi positiva e deixou
gostinho de quero mais, na certeza de que momentos como esses soma muito no
aprendizado de cada um, incentivando e movimento saberes e estratégias que dão
certo nesse Semiárido cheio de possibilidades.
Robervânia Cunha, Comunicadora da COFASPI
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Atenção juventude: Oportunidade de cursos no PRONATEC campo
Não perca tempo faça logo sua inscrição, só até dia 24 na COFASPI ou solicitando a ficha de inscrição pelo e-mail: cofaspi@yahoo.com.br ou vanynhakunha@hotmail.com.
Vamos somar conhecimento e garantir mais possibilidades no campo!
terça-feira, 15 de julho de 2014
Com apoio do Prêmio Mandacarú e em parceria com a CÁRITAS
Regional Nordeste 3, foi realizado nos dias 7 e 8 de julho de 2014 na sede da COFASPI,
em Jacobina, a 1ª Oficina de formalização da REFAS.
A oficina contou com a assessoria do Advogado Dr. Hudson, do educador
popular Professor Reis e Fabrício, representante da Cáritas. Para Juliana, membro
da REFAS, esta é uma oportunidade de fortalecer as feiras agroecologicas como
espaço de comercialização de produtos da agricultura familiar, produzidos sem uso
de agrotóxico, de maneira justa e orgânica respeitando a biodiversidade em todo
o processo de produção, oferecendo à população do território produtos de
qualidade tendo como base de todo ciclo produtivo os princípios da economia
solidária.
A Rede de Feiras Agroecológicas tem surgido como uma
oportunidade de potencializar, fortalecer e viabilizar o funcionamento das
feiras agroecologicas existentes nos municípios que compõem o Território
Piemonte da Diamantina.
A proposta da oficina é estudar a melhor forma de constituir
juridicamente a rede, e assim criar uma associação que possa potencializar a mesma
no território, além de fortalecer o fundo rotativo solidário e responder às
demandas das organizações, criando um mundo de possibilidades para o
protagonismo das mulheres e jovens agricultores/as com alternativas para permanecer
no campo e de lá tirar o seu sustento, gerando renda e assegurando a melhoria da
qualidade de vida dos envolvidos.
Intercâmbio: socializando saberes transformando vidas
Nos dias 10 e 11 de junho, a COFASPI (Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte), unidade gestora do Programa Uma Terra e Duas Águas – P1+2, da Articulação Semiárido Brasileiro – ASA, realizou o primeiro intercâmbio intermunicipal com agricultores e agricultoras de comunidades do município de Jacobina/BA, mostrando experiências que deram certo a partir do uso de tecnologias sociais voltadas para produção de alimentos saudáveis, sem uso de veneno, buscando valorizar a convivência no Semiárido.
Nesse sentindo, o intercâmbio objetiva a troca de conhecimento entre agricultores/as que incentivem o desenvolvimento sustentável do Semiárido. “É um desafio grande produzir orgânico, mas é prazeroso saber que os alimentos são naturais. Que o beneficio para nós e para os consumidores da feirinha são grandes. (...) A minha vida mudou completamente, antes não produzia nada, comecei do zero depois da cisterna. É uma mudança e transformação de vida que só é possível para quem acredita”, conta Janete.

A alegria, interação e participação dos agricultores/as foram marcantes nos dois dias de intercâmbio, no momento final puderam refletir e debater sobre as experiências visitadas e expressar o que foi aprendido e pretende pôr em prática em suas propriedades. Fechando assim, com um circulo de orações e agradecimentos por momentos como esses, ricos e cheios de possibilidades que encanta e faz vibrar o povo Semiárido.
Robervânia Cunha, Comunicadora da COFASPI
sexta-feira, 11 de julho de 2014
COFASPI CONCLUI CONSTRUÇÃO DE 1.119 CISTERNAS DE CONSUMO HUMANO NO TERRITÓRIO PIEMONTE DA DIAMANTINA.

A COFASPI, com Sede em Jacobina, tem contribuído neste
processo garantindo água de qualidade a famílias do semiárido situadas em municípios
do Território Piemonte da Diamantina, levando mais que estruturas de cimento e
concreto, as cisternas tem garantido vida digna e novas possibilidades de
homens e mulheres da zona rural e que escolheram a agricultura familiar como
fonte de subsistência e renda.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Sistema Simplificado de Manejo de Água para Produção – SISMA
A capacitação de SISMA é uma
ação rica e importante, pois compartilha e soma os saberes de cada agricultor e
agricultora com outros aprendizados, vindos de um processo de mobilização e
formação para Convivência no Semiárido. Essa ação faz parte do Programa Uma
Terra e Duas Águas – P1+2 da Articulação Semiárido Brasileiro – ASA, executado
no Território Piemonte da Diamantina pela Cooperativa de Trabalho e Assistência
à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte - COFASPI.
A busca por conquistas de
melhores e mais alternativas de viver bem no campo, deu vez a chegada da
segunda água para famílias da comunidade de Baixa do Couro, Estrada Nova,
Paudarquinho e Várzea Nova, do município de Jacobiana/BA. Assim,
um momento marcante do SISMA é a parte prática, que aconteceu com a
construção de canteiro econômico, compostagem, defensivos naturais (Nim, alho e
arruda), cobertura morta entre outros.
A dona da propriedade que
cedeu espaço para fazer as atividades práticas, Ivanete Borges da Silva, viu
nesse momento a importância de descobrir um jeito diferente de ver a região e
até mesmo sua terra. “Realmente não sabia que coisas tão simples podiam mudar e
melhora nossos plantios, como as folhas seca que viram cobertura morta que fortalece
a terra e ajuda a dar bons frutos”, afirma Ivanete.
Robervânia Cunha, Comunicadora COFASPI
terça-feira, 1 de julho de 2014
Por que o novo decreto de Dilma não é bolivariano
O decreto 8243 institucionaliza uma política que já
existe e aprofunda a democracia na medida em que aproxima a sociedade civil e o
Estado
A presidente Dilma Rousseff assinou, no último dia 21, um decreto que
institui a Política Nacional de Participação Social. De acordo com o decreto
“fica instituída” a política, “com o objetivo de fortalecer e articular os
mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a
administração pública federal e a sociedade civil”.
Com este objetivo o governo reforçou institucionalmente uma política que
vem desde 2003, quando, ainda em 1º de janeiro, o ex-presidente Lula assinou a
medida provisória 103, na qual atribui à Secretaria Geral da Presidência o
papel de “articulação com as entidades da sociedade civil e na criação e
implementação de instrumentos de consulta e participação popular de interesse
do Poder Executivo na elaboração da agenda futura do Presidente da
República...”
A partir daí, uma série de formas de participação foram introduzidas
pelo governo federal, que dobrou o número de conselhos nacionais existentes no
país de 31 para mais de 60, e que realizou em torno de 110 conferências
nacionais (74 entre 2003 e 2010 e em torno de 40 desde 2011). Assim, o decreto
que instituiu a política nacional de participação teve como objetivo
institucionalizar uma política que já existe e é considerada exitosa pelos
atores da sociedade civil.
Imediatamente após a assinatura do decreto iniciou-se uma reação a ele
capitaneado por um grande jornal de São Paulo que, em sua seção de opinião,
escreveu o seguinte: “A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema
brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma
política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que
felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a
ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a
Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de
Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que
possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das
ruas.”
Assim, segundo o jornal paulista, o Brasil tem um sistema que é
representativo e este foi mudado por decreto pela presidente. Nada mais
distante da realidade.
Em primeiro lugar, o editorialista parece não conhecer a Constituição de
1988, que diz no parágrafo único do artigo primeiro: “Todo o poder emana do
povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos
desta Constituição”. Ou seja, o legislador constituinte brasileiro definiu o
país como um sistema misto entre a representação e a participação. Se é verdade
que as formas de representação foram muito mais fortemente institucionalizadas
entre 1988 e hoje, isso não significa que temos no Brasil um sistema
representativo puro, tal como ele existe em um país como a França. Pelo
contrário, a verdade é que o espírito da Constituição fica muito melhor
representado a partir do decreto 8243, que institucionaliza uma nova forma de
articulação entre representação e participação de acordo com a qual a sociedade
civil pode sim participar na elaboração e gestão das políticas públicas. Mas,
ainda mais importante do que restaurar a “verdade constitucional” é se perguntar
qual sentido faz instituir um sistema de participação?
A resposta a esta pergunta é simples e singela. A temporalidade da
representação está em crise em todos os países do mundo. Por temporalidade,
deve se entender a ideia de que a eleição legitima a política dos governos
durante um período extenso de tempo, em geral de quatro anos. Hoje vemos, no
mundo inteiro, pensando em Obama nos Estados Unidos e Hollande na França, uma
enorme mudança na maneira como a opinião pública vê os governos.
Temos um novo fenômeno que o filósofo francês Pierre Rosavallon
classifica da seguinte maneira: a legitimidade das eleições não é capaz por si
só de dar legitimidade contínua aos governos. Duas instituições estão
fortemente em crise, os partidos e a ideia de governo de maioria. É sabido que
a identificação com os partidos cai em todo o mundo, até mesmo nos países
escandinavos onde ela era mais alta. É isso o que justifica a entrada da
sociedade civil na política, não qualquer impulso bolivariano, tal como alguns
comentaristas pouco informados estão afirmando.
A sociedade civil traz para a política um sistema de representação de
interesses que os partidos não são mais capazes de exercer devido a sua
adaptação a um sistema privado de representação de interesses e financiamento
com o qual a sociedade não se identifica. O mais curioso é que ninguém mais do
que os órgãos da grande imprensa adotam o exercício de mostrar como o poder da
maioria pela via da representação não é capaz de legitimar o governo. Lembremos
alguns exemplos recentes: a rejeição da nomeação do deputado Marco Feliciano
(PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou o apoio às
manifestações populares pelo Movimento Passe Livre em junho de 2013. Em todas
estas questões o que esteve em jogo foi a capacidade da sociedade civil de
apontar uma agenda para o governo. O que o Sistema Nacional de Participação faz
é institucionalizar esta agenda reconhecendo que existe uma representação
exercida pela sociedade civil.
Vale a pena desenvolver um pouco mais este ponto. A representação é uma
autorização dada por uma pessoa para alguém atuar em nome dela. Este é o
fundamento do seu exercício que existe em todos os países. Mas existe uma
questão adicional que reside no fato da representação das pessoas se dar através
de uma autorização ampla que não consegue alcançar temas que não são
majoritários ou que têm uma agenda mais volúvel. Assim, o sistema
representativo é sempre ruim para representar questões tais como direito das
minorias ou temas importantes como o meio ambiente ou até mesmo políticas
públicas como a de saúde. Exemplos sobre a incapacidade do Congresso Nacional
de agir nestas áreas abundam no Brasil. Lembremos a incapacidade de votar a
união homoafetiva, a ação afirmativa, de aprovar o Código Florestal, todas
legislações com fortíssimo apoio na sociedade, mas que não conseguiram tramitar
no Congresso devido a lobbies muito fortes. No caso da união homoafetiva e da
ação afirmativa sua legalidade acabou sendo determinada pelo Supremo Tribunal
Federal. No caso do Código Florestal este contou com um veto da presidente e
mais uma medida provisória bastante polêmica no interior do Congresso. Todos
estes episódios mostram que há uma incapacidade do legislativo de se conectar
com a sociedade, devido à maneira como o sistema de representação opera no
país. Em geral tem cabido ao Supremo preencher esta lacuna, mas o mais
democrático e o mais adequado é um envolvimento maior da sociedade civil nestes
temas por via de instituições híbridas que conectem o executivo e a sociedade
civil ou a representação e a participação.
Este modelo, que está longe de ser bolivariano, está presente, na
verdade, nas principais democracias do mundo. Os Estados Unidos tem o modelo de
participação da sociedade civil no meio ambiente por meio dos chamados “Habitat
Conservation Plannings”. A França tem o modelo de participação da sociedade
civil nas políticas urbanas através de contratos de gestão nos chamados
“Quartier Difficile”. A Espanha tem a participação da sociedade civil no meio
ambiente através de “juris cidadãos”. A Inglaterra instituiu mini-públicos com
participação da sociedade civil para determinar prioridades políticas na área
de saúde.
Todas as principais democracias do mundo procuram soluções para o
problema da baixa capacidade do parlamento de aprovar políticas demandadas pela
cidadania. A solução principal é o envolvimento da sociedade civil na
determinação de políticas públicas. A justificativa é simples. Ninguém quer
acabar com a representação, apenas corrigir as suas distorções temporais em uma
sociedade na qual o nível de informação da cidadania aumentou fortemente com a
internet e as redes sociais e na qual os cidadãos se posicionam em relação a
políticas específicas. Ao introduzir uma participação menos partidária e com menor
defesa de interesses privados na política tenta-se reconstituir mais fortemente
este laço. Assim, o que o decreto 8243 faz não é mudar o sistema de governo no
Brasil por decreto e nem instituir uma república bolivariana. O que ele faz é
aprofundar a democracia da mesma maneira que as principais democracias do mundo
o fazem, ao conectar mais fortemente sociedade civil e Estado.
Fonte: Carta Capital
Foto / imagem: Foto: Divulgação
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